[ Reviews ]
17 polegadas a preço de banana
A popularização dos monitores de LCD fez com que o preço dos modelos CRT de 17 despencasse. É a melhor hora para fazer um upgrade
Sem quase nenhuma chance de errar, é possível afirmar que o objeto de desejo da maioria dos usuários de computador quando o assunto é monitor de vídeo é um equipamento de cristal líquido. Não é para menos. Além de elegantes, os modelos que adotam a tecnologia economizam um bocado de espaço na mesa de trabalho, são mais econômicos no consumo de energia e menos prejudiciais à saúde. Mas, apesar do preço ter caído bastante nos últimos tempos, um monitor de LCD não é, propriamente, uma pechincha. Um modelo de 17 polegadas custa atualmente a partir de 950 reais. Caro para seu bolso? Por aproximadamente metade desse valor é possível comprar uma versão CRT de 17 polegadas. Se você pesquisar bem pode gastar até menos do que isso.
Os preços dos equipamentos CRT caíram sensivelmente justamente porque o mercado de LCD avança a passos largos. Portanto, se você pretende trocar os monitores antigos de 14 ou 15 polegadas da sua empresa por versões que proporcionem maior conforto, essa é a hora. E os monitores CRT, apesar de antigos, têm suas vantagens em relação aos equipamentos LCD. Em primeiro lugar, trabalham com várias resoluções, ao contrário dos LCDs que operam bem apenas na resolução nativa. Os usuários de monitores com tubos de raios catódicos também não enfrentam problema com pontos apagados na tela, ângulo de visão restrito, cores menos precisas ou demora no tempo de resposta. Essas características, por exemplo, os colocam no topo da preferência dos jogadores.
Convencido das vantagens, mas em dúvida sobre qual equipamento comprar? PC WORLD avaliou cinco monitores de vídeo CRT de 17 polegadas à venda no Brasil. São os modelos FT 720, da AOC; ThinkVision C170, da Lenovo; Flatron F700P, da LG; SyncMaster 794MB, da Samsung; e E70fSB, da Viewsonic. Da lista, o SyncMaster 794MB (499 reais) conseguiu o melhor equilíbrio entre desempenho e preço. O aparelho da Samsung tem desenho bastante convencional e gabinete na cor bege, mas com frente cinza escuro, cor que cansa menos a vista, segundo os especialistas. Entre todos os equipamentos avaliados, é o único produto que custa menos de 500 reais que apresenta tempo médio entre falhas (MTBF) em torno de 50 mil horas. Os produtos da Viewsonic e da AOC, de 499 reais e 489 reais, respectivamente, têm MTBF de 30 mil horas. O SyncMaster 794MB também segue as principais normas técnicas e é um dos produtos mais econômicos no consumo de energia.
> Confira um quadro comparativo dos cinco modelos testados
| Sua saúde agradece |
|---|
| Normas controlam desde a quantidade de emissões eletromagnéticas à possibilidade de reciclagem dos equipamentos Se você já observou as especificações técnicas de um monitor, deve ter notado uma infinidade de certificações que atestam se um produto atende a determinadas normas de saúde, segurança e economia de energia. Ficar por dentro de todas é difícil, mas vale estar atento a algumas delas. Há normas, por exemplo, que controlam as emissões eletromagnéticas (EMC) prejudiciais à saúde. A primeira tentativa de proteção dos usuários contra os campos elétricos gerados pelo monitor foi a criação da norma MPRII, em 1990, pelo Swedish Board for Technical Accreditation (SWEDAC). A medida das radiações eletromagnéticas do tipo ELF e VLF era tomada a uma distância de 50 centímetros da tela. Em 1992, a confederação sueca de trabalhadores (TCO) criou a TCO'92, um padrão ainda mais restritivo quanto aos níveis de emissão. A distância de medição da TCO’92 é de 30 centímetros. Mas os cuidados não pararam aí. Por meio de uma parceria entre a TCO e os organismos Naturskyddsföreningen, NUTEK e SEMKO AB surgiu a TCO'95, norma que vai além do monitor e engloba todo o computador, observando itens como ergonomia, geração de calor e ruído, uso de materiais e eficiência energética, além de alguns cuidados ambientais. A última dessas normas, a TCO’99 vai mais fundo nas preocupações ecológicas, restringindo o uso de determinados metais pesados e compostos clorados e bromados na fabricação dos equipamentos, e determinando a preparação dos mesmos para futura reciclagem. Resumindo, caso você esteja preocupado com sua saúde, as normas seguem a seguinte ordem, partindo da mais branda para a mais restritiva: MPRII, TCO’92, TCO’95 e TCO’99. Se as questões ambientais forem importantes para você, a conformidade com a TCO’95 é o mínimo aceito. |
Para analisar os monitores, todos os equipamentos foram regulados para seus níveis de brilho e contraste máximos e as cores calibradas com o uso do programa NaturalColor 2.0.1. Ao contrário dos modelos de cristal líquido, os monitores CRT possuem nível de brilho praticamente constante em toda a área da tela. Tanto que o desempenho isolado de cada monitor não variou muito nas avaliações. Nos testes de brilho médio, apenas o modelo da Viewsonic ficou um pouco abaixo dos concorrentes. Os produtos da Samsung, Lenovo, Viewsonic e AOC tiveram desempenho idêntico. Na uniformidade de brilho todos obtiveram a pontuação máxima (1), ou seja, apresentaram ausência de variação. No teste de contraste, medimos a diferença de brilho entre as áreas escuras e claras da tela. Para isso, dividimos a tela em um padrão xadrez de 16 casas, invertendo as cores e repetindo o processo. Os destaques nesse item foram os modelos oferecidos pela Samsung e pela Lenovo.
> Confira um quadro comparativo dos cinco modelos testados
Publicidade




